sábado, 17 de novembro de 2012

Capítulo 1.

– Sim mãe, tá tudo ótimo, acabei de sair do aeroporto, vou pegar o taxi agora.. Puta que pariu. – Fiquei de boca aberta, só olhando para a imensa fila de pessoas esperando um mero taxi.
– FILHA? FILHA? O QUE FOI JANE? PRONTO, VOU IR TE BUSCAR. – Minha mãe ficou falando, tinha até esquecido dela.
– NÃO SE ATREVA! Estou ótima aqui mãe, nem se preste a vir até aqui. Só me apavorei com a fila do táxi, calma.. Enfim, vou ir pra fila né, beijos, te amo. Te ligo depois, eu acho, sei la. Beijos. – E desliguei.      Estava carregando minha bolsa, uma mala extremamente enorme, além de umas duas pequenininhas que conseguia por no braço. Nada de alguém oferecer ajuda, ô coisa linda.
Finalmente, depois de guardar meu celular na bolsa, estava indo até a fila, com todas aquelas malas enormes, até que, não vejo mais nada, acho que todas as malas caíram em cima de mim, minha cabeça, caralho, quem foi o idiota que fez isso? Porra mano, Levei milênios para conseguir segurar tudo, e pronto.
– PORRA! – Disse, fora de mim, enquanto tentava tirar as malas de cima de mim, ao mesmo tempo tentando me levantar.
– Me desculpa! Não tinha te visto aqui, sério mesmo, desculpa! – Disse o menino, se levantando, e me dando a mão.
– Não, obrigada. – Disse irônica. Ele ficou olhando em volta, até que resolveu dar uma de cavalheiro, então juntou as minhas malas.
– Aqui. – Disse me entregando. – Sério, me desculpa.
– Tá, tá, que seja. Só não sei como você não me viu, eu tava bem no meio do caminho, com esse zilhão de malas. – Disse enquanto apontava pras malas, e ri baixinho. Ele riu também.
– Eu tava virado de costas, foi mal! – Ele disse mexendo no cabelo.
– Tá tudo bem.. Só agora, vou ter que ir pra essa maldita fila, que pelo que eu vi, nem fim tem. – Disse revirando os olhos.
– Olha, se você não morar muito longe, eu posso te dar carona. – Ele disse sorrindo.
– Hm.. Acho que não é longe não..
– Como assim ‘acho’? – Perguntou ele, meio confuso.
– Ah, é que acabei de chegar, vou estudar aqui, e vou morar sozinha. UEBA. – Disse, fingindo estar super animada ao falar ‘ueba’.
– Ah bom.. Mas você tem o endereço né?
– Sim, sim.
– Ah tá, então vamos. Ah, só tenho que pegar uma coisa aqui que o idiota do meu amigo esqueceu, pera ai. Não sai dai! – Ele disse, apontando pra onde eu estava, e já entrando no aeroporto.
– OK! – Gritei de volta.
Ele voltou em alguns minutos. Nem tinha reparado nele. Digo, fisicamente. Ele era bem, bem bonito.
– Voltei. – Disse ele, sorrindo.
– Eba – Disse rindo.
– Vamos? – Disse ele, já pegando as minhas malas.
– Claro. Mas olha.. Que cavalheiro! Muito obrigada.. – Meu Deus, qual era o maldito nome dele.. Ele não me falou, falou? Puta merda.
– Tom. – Disse sorrindo.
Graças a Deus.
– Tom. – E ri. – Se quiser saber, sou a Jane.
– Prazer Jane. – Disse rindo.
E então ele me levou até o ‘carro’ dele. Que na real, era uma van. E quando ele abriu, apareceram mais quatro meninos. QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO?
– Eai galera, toma aqui idiota. – Tom disse, jogando a toca pra um dos meninos. – Bem, temos uma passageira. – Disse ele, me puxando para os meninos me verem. Eles sorriram e me deram oi.
– Oi.. – Eu disse, meio tímida. Óbvio que eu estaria, 5 meninos, bonitos, em um só dia. Não aguento!
Tom botou as minhas malas no fundo da van, e me deu a mão pra me ajudar a subir. Que meigo.
Me sentei do lado do Tom, e do meu outro lado sentou um com cabelos cacheados. Logo eles foram se apresentando.
– Eai Jane, sou o Siva. Prazer. – Disse um menino bem bonito, assim como todos os outros, obviamente. Mas ele aparentava ser alto, e tinha um sorriso lindo.
– Prazer Siva. – Disse sorrindo.
– Eai Jane, prazer, sou o Nathan.
– Mais conhecido como o baby. – Comentou, um carequinha.
– Ã? – Disse, meio confusa.
– Nada, esquece, não liga para nada do que o Max disser ok? Ele é muito retardado. – Disse o tal de Nathan, se virando pra mim. Afirmei com a cabeça, mas tive que rir. Do que ele estava falando? Enfim, Nathan aparentava ser mais baixo que Siva, mas era bonito igual.
– Então. – Disse o carequinha, ainda rindo. – Sou o Max, prazer. Sou o líder desse bando de pirralho aqui.
– Prazer. – E sorri. – Como assim o líder? Boiei.
– Você não sabe quem nós somos? – Perguntou o cacheadinho, que estava do meu lado. Seu nome era Jay.
– Hm.. Desculpa, mas não que eu lembre.. – Falei mais baixinho.
– Sério mesmo? – Nathan perguntou.
– Não, tipo, me digam o nome que talvez eu saiba! – Disse sorrindo.
The sun goes down, the stars come out, and all that counts is here and now. My universe will never be the same, I’m glad you came.– Todos começaram a cantar, e eu começei a rir.
– E então? – Eles perguntaram, sorrindo pra mim.
– SEI!- E ri. Fazendo-os rir também. – Só não lembro o nome da banda, mas sei essa música e mais uma, que é assim We’ve only just begun, Hypnotised by drums until forever comes. You’ll find us chasing the sun, they said this day wouldn’t come, we refused to run. We’ve only just begun, you’ll find us chasing the sun. – Cantei, e logo todos cantaram o refrão comigo. No final estávamos todos rindo.
Ficamos mais um pouco conversando, eles eram bem engraçados, e loucos. Pra ser sincera, não sou fã deles, digo, fã daquelas que mataria ou morreria por eles sabe? Eu curto a música deles, acho eles uns gatos e tal, mas nada além disso. Já as vadias das minhas amigas aposto que largariam os namorados pra vir aqui se souberem disso.. Perfeito.
– Chegamos. – Disse o homem que estava dirigindo, ele parou em frente ao hotel, que meu Deus. Era lindo, enorme, e todo chique. Nossa. Obrigada mãe, sua linda.
Sai da van, e Jay me entregou as malas, agradeci, dei tchau pra cada um deles, até que Tom chama meu nome.
– OI. – Disse me virando, chegava a ser engraçado me ver com tantas malas assim, se alguém me empurrasse eu juro que matava.
– Passa seu número, ai a gente pode combinar de sair! Digo, todos nós. – Ele disse, rindo baixinho.
– Claro, tem um papel ai? – Perguntei voltando pra van.
– Aham. – Ele disse pegando o papel e a caneta. Anotei, e agora sim, fui pro hotel. Peguei a chave na recepção, e um moço me ajudou com as malas, graças a Deus. Subimos e fui pro quarto. Era enorme. Meu Deus, o que deu na minha mãe? Enfim, estou eternamente agradecida. Já joguei tudo em cima da cama, e me joguei junto. Depois de uns minutos, botei minhas roupas no armário, deixei as minhas malas no canto do quarto, peguei meu notebook, liguei a tv, e fui tentar falar com as minhas amigas.
Chamei elas no skype, espero que atendam, vacas. Depois de umas quatro chamadas, finalmente.
– EAI JANE!! – Falou Mel animada. E logo apareceu Char, seu nome era Charlotte, ela era meio alta, com cabelos longos e morenos, e tinham cachinhos nas pontas. Era o cabelo que eu sempre quis, filha da mãe. Enfim, ela e Mel eram minhas melhores amigas, desde, sei lá, desde que eu me conheço por gente. Estudavámos na mesma escola, então nos falávamos todo santo dia. Mas de qualquer jeito, amava aquelas idiotas. Sempre estavam lá para me ajudar, nunca me decepcionaram. – JANE!!! SUA VADIA! – Gritou Char, aparecendo também.
– VADIAS SÃO VOCÊS! ME DEIXARAM VIR SOZINHA! AINDA MATO VOCÊS! – Disse, e logo depois nós três não parávamos de rir. – Enfim, como vocês estão ai suas chatas?
– Estamos bem sua idi, como foi a viagem? Já ficou com algum londrino é? Trate de nos contar sua safada. – Mel disse, enquanto Char tentava aparecer também.
– A viagem foi boa, e não sua vaca, não fiquei com nenhum londrino, mas olha.. Vocês não vão acreditar no que aconteceu comigo. – Disse segurando o riso. Elas iam pirar.
– O QUE?? FALA LOGO SUA PIRANHA! – Gritou Char, de trás.
– Piranha nada, cala a boca. Então.. – Ia contar toda a história, mas meu telefone toca. – Pera ai.
Fui pegar, vi a tela e aparecia um numero desconhecido, pelo menos por mim. Atendi.
– Alô? – Disse, meio confusa.
– Oi! É a Jane? – Era uma voz masculina, pera ai.
– Sim, pera. Quem é?
– Não reconheceu? Pô, fiquei bolado ein.. – Eu ri.
– Fala logo!
– É o Tom poxa!
– TOM! Mas pera, por que você tá me ligando? – Disse, enquanto me sentava na cama.
– Então, a gente, eu e os meninos só estamos ligando pra avisar que nós vamos te visitar amanhã.
– O que? Aqui no hotel? – “Como assim?” Pensei.
– É, – E ele riu. – A gente sabe onde você mora, daí a gente te achou legal, então vamos te visitar. Podemos né? – Ele perguntou, aí eu só escutei todos gritando “DEIXA JANE”. Que diabos está acontecendo.
– Tá, pode ser. Mas, nossa. Sou tão legal assim? – Perguntei rindo. – Ah, perai. Meu Deus, não desliga. – Disse, correndo pro computador.
– CHAR, MEL, SUAS VACAS OLHEM PRA CÁ! – Gritei pra elas, e as duas se viraram.
– O QUE É QUE VOCÊ QUER? – Char gritou de volta.
– Tom, dá um oi pras piriguetes das minhas amigas? Por favorzinho!! – Perguntei rindo.
– ESCUTEM. – Disse, enquanto grudava o celular no notebook.
– Eai meninas! – Os cinco disseram.
– Ã, pera, quem é? – Mel perguntou, arregalando os olhos.
– Cinco meninos muito sexys. – Max disse. – Todos riram.
– Ai meu Deus. Não to acreditando. Não pode ser. É mesmo? Não é sonho? JANE SUA PIRANHA! – Mel gritou. Char ainda estava meio em choque.
– Piranha? Eu? Nunca. – Disse rindo.
– Vou ir pra Londres amanhã. Vamos né Char? – Mel disse.
– VOCÊS VEM? – Gritei.
– Vamos né filha, olha o que você acabou de fazer! – Disse rindo e olhando pra mim. No caso, a câmera.
– Tom, seu lindo, obrigada, meu Deus, te amo eternamente. Diz que eu amo os meninos também, ai meu Deus. – Disse, enquanto pulava no quarto.
Tom só riu.
– Digo sim. Mas então, vamos te visitar amanhã ok? – Ele lembrou.
– Tá, claro! Mas dai me manda uma mensagem, sei lá. Porque eu vou ter que ir no aeroporto buscar as duas mongas. – Disse rindo.
– Ok. – E riu. – Então tá. Beijos, até amanhã! – Tom disse, e logo desligou.
– JANE SUA VADIA, VOCÊ NÃO IA NOS CONTAR SOBRE ISSO? – Char voltou a gritar, e eu voltei pro note.
– Filha, era o que eu ia contar pra vocês quando meu celular tocou! – Disse, apontando pro celular.
– Aham, sei.
– ENFIM. Vocês vem mesmo né? – Perguntei, batendo palmas.
– Sim, acho que sim. Invento uma desculpa pra minha mãe, digo que eu mudei de idéia, e o curso que eu quero fazer só tem ai, sei lá. – Char disse.
– Ok, aw suas vaquinhas, amo vocês. Tratem de pegar o mesmo hotel né estúpidas?!
– Não Jane, capaz. – Respondeu Mel, irônica.
– HA HA. Tá, me mandem uma mensagem dizendo que horas vocês chegam, aí eu vou buscar vocês. Agora vou tirar um cochilo, estou podre. – Disse, mandando beijinhos pra camêra.
– Ok safada, beijos, até amanhã. – Disseram as duas, mandando beijos também.
     Desliguei, fui pro twitter, ver se tinha algo novo, sei lá.
@ItsJane: Nem acredito que as vadias da @LadyChar e @HeyMel_ vão vir pra cá!! #SoHappy
Logo as duas responderam.
@LadyChar: Mas é óbvio né miga, não vou perder por nada! Safada. @ItsJane
@HeyMel_: Safada é a @ItsJane !! Ficou escondendo o que achou em Londres, vadia mesmo. ahhahaha Amo você, cê sabe.
@ItsJane: Sei mesmo @HeyMel !! ahha ok bjs pra vocês, até amanhã @LadyChar ♥
@LadyChar: Ok cachorra. Beijos, até amanhã! @ItsJane @HeyMel_
     Então finalmente, fechei o notebook, e fui dormir. Afinal, foi um longo dia..

2 comentários:

  1. Parabéns!!! Nova fã! Li o prólogo e amei, resolvi experimentar o capítulo um, que por sinal é incrível! Amei o jeito que você encaixou as palavras nas frases e parágrafos. Amei a idéia que você apresentou logo no início.
    Acompanho a Crossfire e devo dizer que foi através dela que descobri sua fic! Você esta de parabéns, escreve muito, e muito bem!

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    1. Ai que linda você!!! Meu Deus muito obrigada, sério, ai :3 ahha sério, mds muito obrigada, você não sabe o quanto isso significa pra mim. Espero que continue lendo ferbgoiebrgor e de novo, muito obrigada, de coração <3

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