– Jurei que você ia falar que eu era sua namorada e me beijar. – Disse, e logo nós dois rimos.
– Não, não. Jura. Jay ia me comer vivo. – Max diz, e logo nós dois sentamos num banquinho que havia ali.
– Por que eu iria te comer vivo? – Jay aparece atrás de Max, sorrindo
que nem um idiota, já estava bêbado, merda, já perdi as chances de
tentar algo com ele hoje.
– Nada. Esquece.
– É, nada não Jay. – Eu completei.
– Não, eu faço questão de saber. – Jay diz novamente, e logo se senta no meio de nós.
– Af, Max disse que você ia comer ele vivo se visse ele me beijando. – Falei de uma vez.
– Mas por que eu iria comer ele vivo, se nós não temos nada?
– Ai céus. Porque você é lerdo. – Eu disse baixinho, Max riu, e Jay me olhou seriamente, acho que nem escutou o que eu falei.
– Tudo bem, meio bravo eu ficaria, afinal, você é mó gata, querida,
meiga, simpática.. E ainda por cima mora com nós! – Ele falou mais
animadamente essa última parte, um pequeno sorriso surgiu na minha boca,
Max só observava.
– Ah, eu sou tudo isso é?
– Aham.
– E você gosta de mim por acaso? – Perguntei, ele estava bêbado, amanhã não ia lembrar de nada mesmo.
– Aham. – Ele respondeu, e logo chegou mais perto. – Sei que você me
viu quase beijando a Char, mas é só em você que eu penso, dia e noite,
noite e dia. Desde o dia da van lá no aeroporto. – Ele falou, agora
quase grudando o rosto no meu. Num minuto ele parecia mais bêbado que
não sei o que, e agora parecia a pessoa mais sóbria do mundo.
– Bom, vou me retirar ok. – Max disse, e logo se levantou e entrou
novamente. Só sobrou nós dois. Na porta, Max sorriu e fez sinal de
positivo pra mim, dei um sorrisinho e logo olhei pra Jay novamente, que
aparentava nem ter percebido a saída de Max.
– Jay, realmente agradeço os elogios, mas você está bêbado, não sabe o que está falando.
– Sei sim! Mas é claro que sei, e tudo o que eu disse é amais pura verdade Jane!
– Ah é?
– Sim.. – Ele chegou ainda mais perto de mim, se isso é possível.
– Ah é.. – Perdi as palavras, não sabia mais o que dizer, aqueles
olhos estavam tão próximos, ele estava tão próximo. Ele tirou uma mecha
do meu rosto delicadamente, me olhou no fundo dos olhos, e finalmente,
me beijou. E que beijo. Senti como se estivesse com fogos de artificio
explodindo dentro de mim, além de mil borboletas batendo as asas sem
parar. Ele largou a garrafa que estava segurando e colocou a mão em
minha cintura, entrelacei minhas mãos em sua nuca, mexendo nos cachinhos
perfeitinhos que haviam em sua cabeça. Só paramos o beijo em busca de
ar.
– Jane..
– Jay..
– Jay?! – Uma terceira voz apareceu.
Nos viramos bruscamente para o lado, e me deparei com uma menina
loira, alta, magra, aparentava ser uma modelo ou algo do tipo, e ela
estava sorrindo de orelha a orelha pra Jay. Mas pera, eu conheço ela,
não era ela que estava dançando com ele antes? É claro que era.
– Hm, oi Alicia. Ah, Alicia, essa é a Jane, Jane, Alicia. – Ele se
levantou, e nos apresentou. Como se eu quisesse conheçer ela né.
– Prazer Alicia. – Disse educadamente.
– Prazer fofa! – A loira disse, mas que voz irritante, e logo me
puxou para um abraço. – Mas então meu amor, você pode me levar pra casa?
Se quiser pode ficar lá também, a gente divide a minha cama.. – Ela
disse, e logo sorriu. Mas que piranha.
– Hm, não dá. Vai de táxi, ó. – Ele pegou a carteira e lhe entregou
um dinheiro. A loira ficou de boca aberta, essa vez não me conti e tive
que rir.
– Ah.. Tá então. Até amanhã, me liga, pode ser? – Ela disse, pegando o
dinheiro, e logo o agarrando, na minha frente. Ela simplesmente
esqueceu que eu estava ali e o beijou. E foi aqueles beijos de cinema,
ela o prendeu, e mesmo que ele quisesse se soltar, não conseguiria.
– BOM. – Disse em alto e bom som, para que pelo menos me escutassem,
ou lembrassem que eu ainda existia. – Vou voltar lá pra dentro ok? –
Disse, peguei a garrafa de Jay e fui em direção a porta.
– Não, Jane, espera que eu vou junto com você. – Jay disse, já indo na minha direção, mas a piranha o agarrou novamente.
– Perai meu amor, um último beijo, você não vai fugir de mim.. – Alicia disse, e como previsto, o beijou novamente.
– É, eu vou indo. – Disse, mais para mim mesma, e entrei.
Deixei a garrafa na bancada da cozinha e fui para a sala, onde todos estavam dançando, rindo e conversando.
– JANE! Finalmente te encontramos! – Char e Mel disseram juntas. – Onde você tava?
– Ali fora.. – Disse, apontando para a porta da piscina.
– Hm.. Com quem ein? Safada! – Char disse, e logo as duas riram.
– Jay. Pronto, falei. Mas aí chegou a vadia da Alicia.
– Alicia? Que Alicia? Cadê a vadia? Vou matar ela! – Char começou a olhar para todos os lados, eu ri.
– Minha filha, você pode até matar ela, e tem todo o meu apoio, mas você ao menos sabe o que ela fez?
– Hm, não. Fala ai.
– Ela era a loira que tava dançando com o Jay antes, ai a gente tava
ali na piscina, finalmente ele me falou umas coisas meiguinhas e me
beijou, só que a piriguete filha da mãe apareceu e começou a pegar ele
bem na minha frente.
– O QUE? NÃO ACREDITO. MAS QUE VADIA. AGORA SIM EU MATO ELA! – Char
literalmente gritou, sorte que a música estava mais alta agora, então
quase ninguém a ouviu.
– EU TAMBÉM VOU! – Mel a acompanhou. Mas segurei as duas pelos pulsos.
– PAREM! Mas que isso.. Meus amores, ele estava bêbado, nem sabia o
que estava falando, e nós só ficaríamos hoje, então eu to bem! – Disse,
tentando acalmar as duas loucas.
– Bem mesmo? – Mel perguntou, agora segurando a minha mão.
– Mas que drama.. To bem! – Nós três rimos.
– Vamos dançar? – Char perguntou, já indo pra pista.
– Mas é claro! – Respondi animadamente e nós três fomos para o meio da pista de dança e começamos a dançar loucamente.
– Mas o que é isso? – Nathan apareceu atrás de nós rindo, Tom e Max apareceram atrás rindo também.
– Isso o que? – Eu perguntei, rindo deles. Já estavam bêbados.
– Vocês dançando que nem bonecos de posto! – Tom disse, fazendo todos rirem, bonceos de posto?
– Bonecos de posto? Isso é uma ofença! – Char disse, e nós rimos mais um pouco.
– Desculpem flores do nosso dia.. Podemos nos juntar a vocês nessa dança maluca? – Tom disse.
– Mas é claro que podem! – Eu disse, rindo. Logo estávamos nós 6
dançando que nem loucos no meio da pista. Olhei em volta, e avistei
Michelle, mas que porra, ela não foi embora?
– Max.
– Oi? – Ele disse, se virando rapidamente pra mim, e chegando mais perto.
– Você não mandou a Michelle embora?
– Ah, mandei, mas ela não foi, e nem ligo mais. Ela sabe que eu não quero ela, então..
– Hm.. Entendi.
– E você e o Jay ein? FINALMENTE! – Max disse rindo, e logo começou a bater palmas.
– Ah, nós nada. Nem tem nós né meu filho.
– Não? Como assim? Vocês tavam no maior clima lá na piscina!
– “Tavam”, bem dito. Até chegar a piranha da Alicia né.
– Alicia? Aquela loirinha idiota?
– Aham, você sabe quem é ela?
– Mas é óbvio! Ela era meio que a peguete do Jay, só que daí ele não
quis mais ela, aí ela fica no pé dele até hoje, aparece em todas as
festas que a gente dá e essas coisas..
– Ah bom.
– Jane. – Max disse, olhando pra mim.
– Oi.
– Não dá bola, sou muito mais você. E aposto que todos os meninos também são. – Ele disse, e nós dois rimos.
Mel’s POV.
– Você está linda sabia? – Nathan sussurrou no meu ouvido.
– Obrigada Nathan, é bom saber que além de dançar que nem um boneco
de posto, estou linda. – Disse irônicamente, Nathan gargalhou, e depois
me abraçou. Não movi um musculo para retribuir o abraço.
– Você pode me abraçar se quiser Mel. – Nathan disse, eu ri, e meio que de mal gosto o abraçei.
Ficamos abraçados por um tempo, apenas nos balançando de um lado para
o outro. Era engraçado, pois eu estava de salto, e eu era uns 8
centímetros mais alta que Nathan.
Olhei para os lados e a casa já estava um pouco mais vazia, como assim?
– Nathan, que horas são? – Perguntei, ainda com as minhas mãos em volta de sua nuca.
– Hm, são.. – Ele consultou seu relógio. – Exatamente 3h e meia da manhã. – Ele disse, e logo sorriu. – Por que?
– Ah bom, é que o povo já ta indo embora. – Sorri de volta.
Nathan ficou na ponta dos pés, o que me fez rir, e logo me beijou delicadamente.
Jane’s POV.
– Max. – Disse, agora eu estava abraçada a ele, escorando meu queixo em seu ombro.
– Oi.
– Você quer que eu arrume uma gatinha pra você? – Eu sugeri, e nós dois rimos.
– Olha, se não for muito encômodo, eu agradeceria.
– Então tá, acho que já sei quem vou lhe apresentar.
– Quem? – Agora ele estava me segurando os ombros.
– Adivinha, se você adivinhar, eu convenço ela a sair com você.
– Meu amor, como se você precisasse convercer ela né, sou um charme,
ela iria gamar de primeira, hellou. – Ele disse, mexendo na cabeça, acho
que esperava ter algum cabelo ali, mas não tinha. Nós dois rimos.
– Idiota. – Bati em seu peito, ainda rindo. – Tá, adivinha aí.
– Emma.
– Como você sabia? Mas que droga.. – Arregalei os olhos e bati mais uma vez em seu peito, ele riu e segurou meus pulsos.
– Como eu sabia? Pequeninha, sem ofenças, mas a única amiga que eu sei que você tem, além da Mel e da Char, é essa Emma aí.
– Droga.. Tá, é ela. Você topa?
– Aham, me mostra uma foto dela.
– Eu não, você vai ver o quão gata ela é ao vivo meu bem. – Disse rindo.
– Chatona. Você tem alguma foto com ela?
– Aha.. Não, não tenho. – Disse, segurando a minha bolsa, onde estava meu celular.
– Tem sim, ô mentirosinha, pó mostrar. Se não mostrar de um jeito, vai ser de outro.
Gargalhei alto.
– Que outro?
Fui surpreendida, ele me pegou no colo, mas não daquele jeito de
contos de fada, quando o príncipe carrega a princesa no colo, e sim como
se eu fosse um saco de batatas.
– ME SOLTA! VOCÊ TÁ LOUCO MENINO! – Gritei, as pessoas em volta só
riam, sorte que a música estava alta, assim nem todos nos olhavam.
– Relaxa Jane, relaxa.
– Relaxa o caralho. Tô de vestido meu filho. Tá todo mundo vendo a
minha calcinha, faz o favor de me por no chão? – Falei normalmente dessa
vez, mas agora estava batendo em suas costas com toda a minha força
possível, o que não fazia diferença alguma pra ele.
– Viu? Tá sangrando? Caiu um braço? Perna? Não! – Max disse rindo,
quando finalmente me pôs no chão. Agora estávamos na piscina novamente.
– Não, ainda bem!
– Tá Jane, mostra a foto aí.
– Você vai morrer se eu não mostrar?
– Vou! – Max disse, e logo se jogou no chão. Fiquei rindo dele, mas logo fui junto, ele me puxou pela perna.
– Mas que saco Max! Sempre me leva junto! – Disse, tentando parecer
brava, o que não deu certo, pois no fim nós dois estávamos rindo. – Tá,
você venceu! Te mostro a foto, antes que você resolva pular na piscina e
me leve junto!
– Eu não iria fazer isso, você tá tremendo, ia te matar! – Ele disse, e logo me abraçou, ainda estávamos no chão.
– Ainda bem que você tem um coração né! – Disse, e nós dois rimos. –
Tá Max, me passa o casaco, aí eu te mostro a foto. – Disse, já tirando a
manga do casaco dele.
– Ei! Daí eu vou passar frio! – Disse ele, se abraçando, enquanto eu botava o casaco do careca.
– E?
– E, que eu também quero um casaco. Ou um abraço. – Ele disse, e logo fez cara de cachorro pidão.
– Idiota.- Disse, e logo o puxei para um abraço, e com a mão livre,
peguei o celular e finalmente mostrei a foto de mim e Emma para ele.
– Que gata ein!
– Eu disse! – Nós dois rimos. – Aceita então?
– Aham, ótimo.
– Ok, vou falar pra ela sobre você.
– UHU. – Max disse rindo.
Depois de mandar uma mensagem para Emma, guardei meu celular no bolso
do casaco e olhei em volta, Nathan e Mel estavam lá agora, Mel estava
arrancando o casaco do coitado do Nathan a força, o que me fez rir. Mas
logo depois Nathan a puxou para um abraço, que no começo foi a força,
mas logo depois a menina cedeu e o abraçou também. Olhei para o outro
lado e vi Jay aos beijos com a loira, a Alicia. Pera, Jay. Aos beijos.
Com a Alicia. Só pode tá tirando com a minha cara né. Vadia dos
infernos.
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