sábado, 17 de novembro de 2012

Capítulo 9.

Bateu para o segundo período, li a folha novamente e era Geografia, mas que saco, sou um lixo em geografia. Antes que o professor chegasse, uma menina loira, com olhos claros entrou na sala, ela era muito bonita, e logo se sentou do meu lado. Uns minutos se passaram e ela resolveu “conversar”.
– Oi, tudo bem? – Ela se virou pra mim, e logo sorriu.
– Oi. – Sorri simpáticamente. – Tudo, e com você? Pera, qual é seu nome? – Me virei pra ela e nós duas rimos.
– Me chamo Emma, prazer. E você?
– Meu nome é Jane, mentira, meu apelido é esse. Odeio meu nome. – Nós duas rimos.
– E meu nome é Zac, oi. – Finalmente o tal menino se virou e se meteu na nossa “conversa”.
– Sai daqui Zac, to conversando com a Jane. – Emma disse, logo dando um tapa no ombro do coitado, o que me fez rir.
– Oi Zac. – Disse rindo.
E assim foi a aula, ficamos conversando enquanto o professor fazia a chamada, e também quando todos estavam conversando. Os dois eram bem legais, mesmo quando meio que “brigavam”, eram legais, pois no meu ponto de vista era engraçado ver os dois daquele jeito.
Logo todos os períodos se passaram rapidamente, a professora de matemática quase me tirou o celular no meio da aula, a culpa não é minha se a idiota da Char resolve me mandar uma mensagem dizendo que está sozinha e quer alguém pra conversar. Tirando isso, as aulas foram ótimas. Bateu para irmos embora, me despedi de Zac e Emma, e logo mandei uma mensagem pra Mel:
“Meu amor, pega a Char aí e venham aqui pra frente, to na escada de entrada esperando vocês. Venham rápido suas lerdas, bj. xx”
Alguns minutos depois, só sinto um caderno voando nas minhas costas, já até sei qual delas foi.
– Obrigada pelo carinho querida Charlotte. – Disse irônica.
– Por nada meu amorzinho! – Ela “revidou”, e logo foi juntar o caderno do chão.
– Tá, vamos? – Mel perguntou, já descendo as escadas. Nós duas concordamos e fomos de táxi. Estou seriamente pensando em pedir um carro emprestado dos meninos, ou comprar um, nem sei. Só sei que não vou gastar todo o meu dinheiro só em táxi pra ir e voltar do colégio né, por favor. Chegamos em casa, Mel ficou de fazer o almoço, enquanto eu e Char ficamos na sala vendo tv.
Ficamos vendo Friends, até que um celular bipa, como o de nós três são o mesmo, só a capinha é diferente, nem liguei, além do mais, elas eram minhas amigas. Mas o celular era meu, e a Char pegou. Idiota.
– Foi o meu? – Perguntei, me virando pra ela, que estava tentando descobrir a senha.
– Aham, pera. Qual é a senha? – Ela disse, ainda tentando.
Apenas ri, ela achava mesmo que eu ia falar a minha senha?
– Não vou falar, e para de tentar, você vai bloquear por 1 hora! – Disse, logo me levantando e correndo atrás dela. Char pulou no sofá e eu pulei em cima dela, até senti um pouco de pena, mas bem, o celular era meu. – Devolve que se você quiser saber eu leio a maldita mensagem pra você. – Disse, estendendo a mão pra ela me entregar.
– Idiota. – Ela me entregou. – Agora faz o favor de sair de cima que você não é tão leve quanto pensa. – Char disse, tentando parecer revoltada. Ri dele e logo me sentei novamente no sofá.
Abri a mensagem, e era do Jay.
“Eai Jane, tudo bem? ahah Então, eu e os meninos queríamos saber se vocês não querem vir aqui hoje a tarde, a gente podia ver um filme, ou inventar alguma coisa na hora.. Enfim, me avisa, aí eu te mando o endereço ok? Bjs. xx”
Char me olhou e quase gritou na minha cara “LÊ LOGO Ô CHATA”. Revirei os olhos e li. Ela riu, e depois eu percebi que a Mel já tinha saído da cozinha e estava do lado do sofá.
– Tá, e por que você tá rindo queridinha? – Perguntei olhando “séria” pra Char.
– Não sei, foi o Jay que te mandou a mensagem né? – Ela perguntou e eu afirmei. – “Somos só amigos, para de idiotice” – Ela tentou me imitar, fazendo uma voz mais fininha e irritante. Peguei uma almofada e joguei na cara dela.
– EI! DOEU! – Ela gritou novamente e me tocou outra, mas acertou Mel. Que estava secando as mãos com uma toalha e logo jogou em Char, que fez um barulho do tipo “ewwww”. Eu e Mel apenas ríamos dela.
– Tá, deu né? Acho bom. – Disse, me levantando e indo até a cozinha. – Enfim, nós vamos né? Vai ser legal eu acho.
– Aham, por mim pode ser. – Mel disse, voltando pras panelas.
– Tá, pode. – Char respondeu, e logo voltou sua atenção pra tv, que agora era só dela.
Sentei no balcão da cozinha e respondi a mensagem de Jay.
“Oi ahah parece ótimo! Nós vamos sim, só passa o endereço entao né ahah Bjss xx”
Logo ele me passou o enderesso, anotei numa folha, guardei e fomos almoçar. Jay falou que poderíamos ir lá la pelas 15h, eram apenas 13h. Tínhamos tempo suficiente pra fazer várias coisas, como dormir até as 14h40min.
Botei meu celular pra derpertar e fui mesmo dormir. Acordei com ele tocando “One more night” do Maroon 5. Tomei um banho e logo me vesti. Chamei as meninas, Mel estava no seu notebook e Char jogada no sofá dormindo. Taquei uma almofada na cara dela e logo ela acordou gritando “O que foi isso? Meu deus, onde eu tô? Socorro”. O que foi bem engraçado. As duas se arrumaram e nós chamamos um táxi. (Roupas: Mel, Char)
Chegamos na frente da casa, e era enorme. Simplesmente enorme, e linda, óbviamente. Bati umas 2 vezes, até que Max abre a porta rindo, e logo grita “cala a boca Nana”. Pena. Ele abraçou nós três e disse “bem vindas”.
– Oi meninos! – Eu disse, logo indo abraçar cada um deles. Nathan e Siva estavam jogando video game, Tom estava na cozinha e Jay estava mexendo celular, jogado no sofá, (do mesmo jeito que Char estava).
– Eai galera. – Disse Nathan, ainda concentrado no jogo. Ri e logo abraçei ele por trás, ele respondeu com um “oi”, e logo Mel me olhou com uma cara que dizia “sai de perto do meu homem já”. Ri e logo me sentei no sofá.
– Eai Jay, o que tá fazendo? – Perguntei, tentando ver o que ele estava vendo.
– Ah, to só no twitter. Pera, vou falar de você. – Ele disse, e logo sorriu. – Ó. – Ele disse e logo me entregou o celular. Tinha um tweet dele:
“@JayTheWanted: A mais bela das belas, @ItsJane está aqui com a gente haha e óbvio as lindas da @LadyChar e @HeyMel também haha xx”
Ri, enteguei o celular pra ele e logo o abraçei.
– Aw que amor. – Disse ainda rindo, Jay logo me deu um beijo na bochecha e voltou sua atenção pro celular.
Olhei em volta, agora quem estava na cozinha era Max, me lembrei que ele queria uma “ajudinha” minha e fui atrás dele.
– Eai carequinha. – Disse, me escorando no balcão.
– Eai pequena! – Disse ele, enquando pegava um copo.
– Não sou pequena pô. – Disse, fingindo estar “bolada”. Max riu e logo me abraçou.
– Sei que não, mas acho fofo. Vou te chamar de pequena de agora em diante. Pode ser?
– Tá. Também acho fofo. – Nós dois rimos. – Max querido, lembra que outro dia você queria uma “ajudinha” minha? – Disse, pegando o copo dele e tomando um gole de água, ele me olhou e logo afirmou com a cabeça. – Então, o que era?
– Ah, esquece. É que eu achava que tava afim da Char, mas acho que não to mais. – Ele disse num tom super natural. Eu ri.
– “Mas acho que não to mais”? – Perguntei, ainda rindo. – Sério mesmo? Você muda de idéia mais rápido que eu! Sério mesmo? Por que se tiver, eu posso até ajudar.
– Ah, é sério. – Ele deu um sorrisinho de lado. – E também que eu acho que ela ta afim do Tom, então nem adianta.
– Pera ai. Então quer dizer que se você estivesse afim dela e ele também, você iriam simplesmente deixar ele roubar sua gata? Sem menos “lutar” por ela? Sério mesmo careca? – Perguntei “incrédula”.
– Não, aí também não né Jane. – E riu. – Mas é que eu não gosto dela mesmo. Não, não entenda mal, não gosto como mais que amiga. Entendeu? – Afirmei com a cabeça.
– Beleza então. – Disse, enquanto levava o copo até a pia.
– Mas e você ein dona Jane.. – Ele disse, se virando pra mim.
– Eu o que?
– Você e o Jay ué.
Apenas ri. Até ele?
– Nós o que? Não, pera. Não tem “nós”.
– Aham, sei. Vou fingir que acredito ok?
– Max, para. Você parece uma mistura de Mel e Char juntas. – Disse rindo, ele gargalhou.
– Ok. Mas é sério que não tem nada rolando?
– Af, óbvio que não. Ele te contou do bar e tal?
– Aham, por isso mesmo que eu acho isso!
– Tá, mas então eu estou lhe confirmando: Não tem nada rolando entre a gente. – Disse, e logo ele sorriu.
– Ok então. – Ele disse levantando os braços. – Mas, se algum dia rolar, e se ele for um idiota, me chama que eu mato ele. Ok?
Ri dele, que coisa mais meiga, me defendendo.
– Ok, SE algum dia rolar, e SE ele for um idiota, eu deixo você matar ele. – Nós dois rimos, ele me abraçou forte, retribui o abraço. E assim fomos até a sala, junto com todos.

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