sábado, 17 de novembro de 2012

Capítulo 10.

Foi uma bagunça para escolher o filme, e preparar as coisas, (como previsto). Os meninos queriam um filme de terror, Jay queria “Avatar”, Mel queria “Cartas para Julieta”, Char e eu queríamos algum com um ator gato. Mas no final, os meninos, como estavam em maioria, escolher um de terror, e todos tivemos que aceitar. Mel e Nathan foram fazer as pipocas e trazer as bebidas, enquanto Siva botava o filme e eu, Max, Jay e Tom nos acomodávamos na sala.
Jay ficou no sofá da ponta, eu do lado dele, dividindo uma coberta. Max ficou do meu outro lado. No outro sofá, que era um pouco menor ficou Nathan e Mel, e trouxemos um colchão de casal, botamos no chão e Siva, Tom e Char se acomodaram no mesmo.
– Prontas? – Siva perguntou, já dando play no filme.
– Não, podemos ver outro filme? Sei lá, qualquer outra coisa, até Avatar eu aceito! – Eu disse. É, eu tinha realmente medo de filmes de terror.
– Não. – Todos disseram juntos, menos Jay, que logo se virou e falou:
– Eu disse. – E riu. – Não vou ficar vendo o filme, se quiser ficar conversando, pode me chamar, ok?
– Ai graças a Deus. – E nós dois rimos. – Ok queridinho.
Mas como sou um pouco bipolar, acabei prestando atenção no filme, mentira. Puxei toda a coberta pra mim e me enrolei num ninho. Tapei meus olhos o filme inteiro, no máximo, vi uns 5 minutos seguidos, e olhe lá. Max ficou rindo de mim o filme todo, que vontade de atirar toda a coberta e sufocar ele, mas aí eu não iria poder me cobrir, então fiquei quieta.
Já Jay ficou no seu celular, mas as vezes ria de mim, e em uma parte do filme eu me escorei em eu ombro, e ele, logo como um cavalheiro, envolveu seu braço nas minhas costas e me puxou para um “abraço”. Ficamos assim até o fim do filme, que na real eu nem vi, pois acabei pegando no sono, não sei nem como, mas..
Mel’s POV.
Os meninos haviam escolhido um filme de terror, fiquei boladassa. Queria alguma coisa que não me desse medo, mas tudo bem. Dei a idéia de fazer pipoca e pegar as bebidas e logo arrastei Nathan para me ajudar.
Fizemos uns 3 pacotes de pipoca, botamos em 3 potes diferentes, e logo Nathan levou. Fiquei enchendo os copos com refris, e cervejas. Logo Nathan voltou, e eu lembrei da conversa que eu tive com as meninas, sobre ele realmente sentir algo por mim e tal, será mesmo? Bom, como sou bem cara de pau, qual seria o problema de perguntar, não é mesmo?
– Nathan. – Disse, ainda enchendo os copos.
– Oi Mel. – Ele disse, se virando pra mim, apenas esperando pra levar os copos pra sala.
– Então, você tem que ser sincero comigo ok?
– Ok, mas o que você quer saber? – E logo sorriu, mas acho que foi um sorriso um pouco duvidoso.
– Então, sei que a gente ficou e tal, e eu conversei com as meninas e queria saber se você gosta de mim ou não. – Acho que até falei um pouco rápido de mais, porque ele ficou me olhando com a mesma cara de antes, e agora nem piscando ele estava.
– Hm..
Silêncio, já previa isso até.
– Ok, você só queria ficar comigo. – Disse, guardando as bebidas novamente na geladeira.
– Não, claro que não Mel!
– Não? – Perguntei, finalmente me virando pra ele.
– Não, óbvio que não. Só não sei o que eu realmente sinto por você. Mentira, eu gosto de você, muito, muito mesmo. – E logo ele sorriu, procurando as próximas palavras para usar. Quase morri depois de ouvir “muito, muito mesmo”. – Mas não sei se você sente o mesmo.
– O que? – Perguntei, aí começei a rir, ele ficou me olhando com uma cara que dizia “o que é tão engraçado assim?” então logo parei. – Sério mesmo que você duvida que eu goste de você Nathan?
– As vezes sim. Ai, não sei mais de nada ok? Eu vou ser curto e rápido: Eu gosto muito de você, como eu já disse agora, e por mim nós poderíamos ficar ficando eternamente, mas ter algo sério, como um namoro, acho que é muito antecipado. – Ele disse tudo de uma vez só, e logo pegou um dos copos que estavam na mesa. Fiquei pensando no que ele havia dito, e pra ser sincera, eu sentia exatamente o mesmo em relação a ele. Mas pra ser sincera, acho que eu até chegava a pensar que as vezes eu o amava. Mas também não queria algo sério, além do mais, ele tem fãs, e elas iriam querer me cortas em mil pedaços e depois torrar.
– Ótimo.
– Ótimo? – Ele perguntou num tom de duvida.
– Aham, também sinto o mesmo.
– Sério? – Ele sorriu, parecia meio aliviado. Talvez estivesse esperando que eu fosse mais uma daquelas menininhas que grudam mais que chiclete, e estivesse com medo de me machucar sendo tão curto e rápido. Mas não.
– Aham. Sinto exatamente o mesmo, Sr. Sykes. – Disse sorrindo, logo ele foi chegando mais perto, e mais perto.
– Que maravilha ein? – Ele sussurrou no meu ouvido, o que me causou leves arrepios. Logo ele se virou pra mim, ficou me olhando por alguns segundos, e logo me beijou. Foi um beijo doce, suave, perfeito.
Parei o beijo, encostei minha testa na dele e logo disse, quebrando totalmente o clima:
– Vamos levar as bebidas? Todos já estão esperando. – E então me virei, pegando uns 6 copos de uma vez só. Achei a minha atitute um pouco engraçada, pois ele ficou me olhando com uma cara de cachorro pidão, mas não. Tentaria dar o meu máximo pra parecer “difícil”. Ele revirou os olhos, pegou o resto dos copos que eu havia deixado na mesa e me seguiu em direção á sala.
Jane’s POV.
Acordei, virei pro lado e Jay não estava mais ali, me sentei, ainda com a coberta em cima de mim, e vi Siva, Tom e Char dormindo no colchão, sorri, que fofinhos. Mel e Nathan estavam dormindo no sofá em que estavam vendo o filme, estavam realmente uma fofura, Nathan abraçando Mel, e ela com o seu rosto apoiado no peito de Nathan. Que bebes. Me levantei, como não ia mais usar a coberta, cobri Nathan e Mel, e os dois não movera um músculo, ainda bem, não era minha intenção acordar os pombinhos.
Olhei em volta e vi Max e Jay na cozinha, fui até lá, além do mais eu estava com fome. Como eu sempre estou.
– Eai meninos. – Disse, logo me sentando.
– Eai Jane. – Jay disse, Max apenas sorriu. Aparentava estar sonolento, sorri de volta.
– Olha, me desculpem se eu estou sendo abusada, mas minha barriga precisa de comida, o que vocês tem aí? – Perguntei, olhando pra geladeira. Max riu, e foi em direção a geladeira, disse que não havia nada de interessante, mas me trouxe uns cookies que estavam em cima do balcão.
– Obrigada carequinha. – Disse, e logo comi todo o cookie de uma vez só.
– Mas eai, gostou do filme Jane? – Jay quebrou o silêncio.
– Pff… Eu dormi, e quando eu estava acordada, me cobri e não vi nada. – Disse, comendo mais um cookie, enquanto Max e Jay ríam de mim.
– Sério? – Max perguntou.
– Sim meu filho, você não me viu? Eu tava do teu lado!
– Eu senti que você se mexia o tempo todo, mas não quis me virar pra ver.
– Já eu vi né Jane. – Jay disse, e logo nós dois rimos.
– Hmmmmmmmmmm. – Max disse, maliciando já. Af, vontade de matar ele. – O que aconteceu ein? – Disse ele, e logo riu.
– Nada ok. Só ficamos abraçados vendo o filme. – Disse, como se isso fosse natural. Mas pera, era natural.
– É. Só isso. – Jay disse, tomando o último gole da sua cerveja.
– Sei, sei. Vou acreditar nessa vez, mas ó. – Ele apontou para seus próprios olhos e depois os mirou para nós dois. – Vou ficar de olho ein.
Ri. Só o que me faltava agora, Max de olho em mim e Jay. Que piada.
– Nossa Max, você é tão engraçado! Meu Deus! – Disse irônica, e logo ele e Jay riram.
Max veio me abraçar, tentei o empurrar, mas foi em vão, então logo retribui o abraço.
– MEU DEUS, PERA! – Quase gritei.
– O que foi? – Max e Jay falaram ao mesmo tempo, com os olhos arregalados.
– Que horas são? – Perguntei, enquanto procurava um relógio. Jay viu no seu celular e logo disse:
– São 21h Jane. Por que?
– Ai que susto. – Respondi aliviada. – Pensei que já fosse mais de meia noite, vocês esqueceram que eu tenho aula amanhã? Tenho 16 anos ainda meus queridos! dã. – Disse, batendo de leve na testa dos dois.
– É verdade! Tinha esquecido mesmo! E como foi seu primeiro dia de aula? – Jay perguntou, aparentando estar animado.
– Foi legal até, até agora só tenho 2 colegas legais. – Disse, e logo ri. – Zac e Emma.
– OPA. Emma? Ela é gata? – Logo veio Max atrás da coitada, só ri.
– Max, nem vem ok? Ela é legal, e sim, é mó gata. Mas não vai começar a dar em cima da coitada do nada, vai assustar ela! – Disse, e logo eu e Jay estávamos gargalhando. Olhamos pra Max e ele estava com uma cara que dizia “nossa, se achou A engraçada ne Jane”.
– Af, para Jane. – E ele me deu um leve empurrão. – Não sou um monstro ok? Mas depois quero conhecer sua amiga. – Ele disse, e logo depois deu uma piscadinha, safado.
– E.. Hm.. E esse Zac ein Jane? Como ele é? – Jay perguntou tentando parecer nao-curioso.
– Ele é bem legal! Ele e Emma ficam dicutindo a aula inteira, fiquei rindo deles o tempo todo! – E logo ri, lembrando da situação. – E ele tambem é bem bonitinho.. – Disse, e logo tomei um gole de refri.
– Hm.. – Foi só o que Jay conseguiu dizer. E logo fechou a cara, logo pegando mais uma cerveja na geladeira, disse que estava “cansado” e subiu para seu quarto.
– Hm. O que foi aquilo? – Max perguntou, olhando pra mim com um sorriso idiota no rosto.
– E eu sei? Achei estranho até, mas sei lá né. Você que é o amigo dele! Você que me diga!
– E eu digo mesmo, ele tá com ciúmes sua idiota. – Ele disse, riu e logo deu um leve tapa na minha testa.
Oi? Ciúmes? Estou passada. Jay, com ciúmes, só porque eu falei do Zac? Ah, faça-me o favor!
– Ah Max, cala a boca! Até parece!
– Jane, pensei que você fosse mais esperta! Você realmente não acha que ele está no mínimo, um pouco interessado em você? – Max perguntou, se apoiando no balcão, ficando mais perto de mim.
– Não.
– Af, você é muito ingênua então! Jane, eu vejo, no jeito que ele olha pra você, sei lá. Parece idiota, mas aquela vez no bar, que ele estava podre de bêbado, acho que quando ele quis um beijo seu, ele realmente tinha conciência do que estava falando, e fazendo. – Ele disse, agora mais sério. – Pensa nisso, pequena. – Ele terminou, me deu um beijo na bochecha e logo subiu as escadas. Me deixando sozinha lá, com todas aquelas dúvidas, todos aqueles pensamentos em relação a Jay. Tipo, oi?

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