sábado, 17 de novembro de 2012

Capítulo 12.

O despertador tocou as 10h, acordei, tomei banho, me arrumei, guardei as ultimas coisas que ficaram de fora e fui chamar as meninas.
– Tá filha, vamos logo por favor. – Disse, sentada na cama de Char, esperando a linda sair do banho.
– JÁ VAI JANE, MAS QUE PORRA! – Char grita do banheiro e logo depois ri, ri também.
– Tá, vai logo! Vou lá chamar a Mel. – Disse, logo saindo do quarto.
Saí e bati na porta ao lado, e logo a mesma foi aberta e vejo uma Mel sorrindo, com uma bolsa no ombro, e as malas ao lado dela.
– Tô pronta. – Ela disse, e logo sorriu novamente.
– Uhu! – E nós duas rimos. – Ok, vamos ali pro quarto da Char. – Disse, pegando uma das malas de Mel e levando-a ao quarto ao lado.
Nem bati e logo entrei no quarto com Mel atrás. Char nos olhou e logo continuou a se vestir. Nos sentamos no sofázinho e ficamos conversando, uns minutos depois nós três estávamos prontas, descemos, deixamos as chaves na recepção e chamamos um táxi. Quase ia esquecendo de mandar uma mensagem pros meninos avisando que estávamos a caminho. Mandei pro Max, como sempre.
“Querido, já estamos indo pra aí, bjs xx”
Uns 10 minutos se passaram, e já estávamos na frente da enorme casa. Nós três saímos do táxi e sorrimos umas pras outras. Pegamos nossas malas, pagamos o taxista e logo começamos a bater na porta. Nós três batíamos sem parar, sem sincronia alguma, o que era muito engraçado, e nós três estávamos rindo sem parar. Até que finalmente Tom aparece.
– Mas que porra é essa? – Ele disse ainda de costas, e logo que se virou, sorriu e gritou pros meninos “ELAS CHEGARAM”.
– Somos nós Tomzinho! – Todos rimos. – As novas damas da casa. – Char disse, e logo nós rimos novamente. Acho que agora, qualquer coisa era motivo de risada.
Tom nos abraçou, e logo nos mandou entrar, e como ao menos ele era cavalheiro, nos ajudou com as malas, botando-as no meio da sala. Logo depois, fomos abraçar o resto dos meninos. Nathan foi direto em quem? Mel, óbvio. Os pombinhos se abraçaram e trocaram selinhos rápidos. Char ficou conversando com Tom na porta, e logo deu oi para todos os 4. E eu também.
– Eai Seev! – Disse, logo sorri e abracei o mesmo, que retribuiu o abraço fortemente, me tirando do chão.
– Eai Jane! – E riu, logo me pondo no chão novamente.
Max e Jay estavam na cozinha, mas que mal educados, nem para comprimentar as novas moradoras eles prestam. Fui até lá e logo dei um tapa na cabeça dos dois.
– Porra Nathan, você sabe que eu não tenho cabelo pra proteger! – Max disse, só que ele estava de costas. Jay gargalhou. – JANE! PEQUENA! É VOCÊ! – Ele disse, logo esquecendo do que havia dito e me abraçando.
– É Max, é a Jane, não o Nathan. – Disse, tentando parecer brava.
– É, eu vi. – Ele disse, olhando pra mim e logo riu.
– Tá, também quero um abraço. – Jay disse, e logo fez uma cara de bebê.
– Ah, mas é claro que eu te abraço! Coisa mais fofa! – Disse, e logo nós três rimos. Abracei Jay e o mesmo me tirou do chão e rodopiou umas 2 vezes.
– Jane querida! – Jay finalmente disse, me botando no chão.
– Jay querido! – Nós dois rimos. – Você quer me ajudar com as malas?
– Não. Te levo nas costas até o quarto, mas as malas o Max leva. – Ele disse, rindo e já virando de costas pra mim pular. Max que ainda estava ali, fez uma cara de “oi?”, mas eu logo fiz uma carinha de cachorro pidão e ele foi buscar as malas na sala.
– Você não vai me deixar cair né? – Perguntei, já nas costas de Jay, o mesmo riu e disse “óbvio que não”. Mas como eu esperava que ele simplesmente me levasse até lá andando, ele não foi mesmo. Começou a fazer um barulho de cavalo e saiu pulando da cozinha em direção as escadas. Comecei a rir e gritar ao mesmo tempo, cada vez apertando mais o pobre coitado.
– Não deixe a minha pequena cair ein! – Max disse, rindo e logo indo atrás de nós. Todos na sala que observavam a cena estavam rindo muito, que nem eu.
Jay subiu as escadas, e eu jurei que ia cair, gritei ainda mais alto e agora, Jay nem se prestava a fazer o barulho de cavalo, apenas ria de mim e dos gritos que eu dava.
– Jane, vão achar que tem alguém morrendo aqui. – Ele disse, logo que me botou no chão, ainda rindo.
– Mas eu praticamente tava! Você começou a pular que nem eu louco, eu jurei que ia cair e bater a cabeça e morrer! – Eu disse, ainda meio “apavorada”. Jay gargalhou.
– Eu disse que não te deixaria cair. – Ele disse, agora um pouco mais sério.
– E ainda bem que não deixou. – Eu disse, e logo sorri. Jay se aproximou, sem tirar os olhos de mim. – Tudo bem Jay? – Perguntei, sem tirar os olhos dos olhos dele. Aqueles olhos.. Lindos.
– Não. Você.. – Ele chegava cada vez mais perto, até achei que ia me beijar. Mas antes que qualquer coisa pudesse acontecer, Max aparece na ponta da escada. Jay e eu olhamos pra ele, e ele nos olhava com uma cara que dizia “o que é isso?”, o que me fez rir.
– Então, eu posso escolher meu quarto? – Perguntei, quebrando o silêncio estranho que ficou.
– Isso mesmo! – Jay disse, animado novamente. Fui ver os quartos, os que eu poderia escolher eram os que estavam no lado direito, pois Max disse que os do esquerdo eram deles. Enfim, os 3 estavam com as paredes todas brancas, e com um armário. Escolhi o último, não sei porque, mas o achei “melhor”. Entrei, e me joguei na cama. Jay disse que ia descer, beijou minha testa e logo desceu. Max deixou as malas no chão e se jogou na cama comigo.
– Hm. – Ele disse, e logo pude ver um sorriso malicioso na cara do mesmo.
– Hm, o que?
– Hm, você e o Jay no maior climão ali na beira da escada né pequena.
Gargalhei, não sei porque.
– Hm, acho que você está enganado.
– Hm, acho que não.
– Hm, acho que chega de “hm” no inicio da frase né? – Eu disse, e logo nós dois rimos.
– Ok. Mas fala sério, eu vi ele quase te beijando Jane.
– Ele não tava quase me beijando, ele só tava.. tirando um cisco do meu olho. É.
– Você não sabe mentir.
– É, não sei mesmo. – Disse, e novamente, nós dois rimos.
– Você gosta dele?
– Não sei.
Silêncio.
– Onde é seu quarto, carequinha? – Perguntei, tentando mudar de assunto. Odiava falar de Jay e etc, não tínhamos nada! E ainda ficam tentando insistir, minha vontade é de jogar pela janela.
– É aqui na frente! – Ele respondeu animadamente, e logo se sentou. Fiz o mesmo, e logo sorri pra ele.
– Uhu!
– Uhu! – Ele me imitou.
– Gay. – Disse, e nós dois rimos.
– Não sou gay, só o meu “uhu” fo gay.
– É. Maxinho, carequinha, depois quero um tour pela casa ok?
– Beleza! A gente podia sair pra almoçar né?
– Podia, não tô com vontade de cozinhar. – Disse, e ele riu.
– Ok, vou falar com os outros. E te deixar arrumar as coisas aí.
– Ele disse, já se levantando. Fiz o mesmo.
– Ok, adios. – Disse, e sorri. Ele sorriu, e me abraçou. – Tá tudo bem Max?
– Aham, por que?
– Não sei, você tá carinhoso demais. – Logo depois de falar, sorri, Max sorriu também e logo me abraçou. Não disse?
– Eu sou carinhoso meu amor, sou muito lindo e perfeito. Todas me amam. – Gargalhei depois dessa.
– Lindo, perfeito e iludido né? Coitado.
– Ei.
– Brincadeira, sabe que eu te amo! – Disse, e logo o abraçei.
– É, sei mesmo. BRINCADEIRA, BRINCADEIRA. – Ele disse, depois de ver a cara de cu que eu fiz. Nós dois rimos e ele finalmente saiu do quarto.
Finalmente, arrumei tudo, deixei as malas no canto do quarto e como não tinha nada pra fazer, fui eu mesma descobrir cada canto daquela casa.
O corredor dos quartos estava num silêncio profundo, som algum saía dos quartos, todos devem estar dormindo. Que gente mais chata ein. Enfim, desci e logo depois da cozinha, havia uma porta, que aparentemente dava pra um tipo de jardim. Por incrível que pareça, estava bem cuidado, haviam flores em vasinhos, até achei meio gay, mas eram bonitas. O “jardim” era enorme, e tinha uns dois bancos para se sentar, e bem em frente havia uma piscina, e ô piscina enorme. Resolvi sentar e apenas ficar ali, fazendo nada.
Mel's POV.
Depois de Char e Jane irem pros seus quartos, fiquei com o que sobrou, que era o do meio. Era bem legal, pra ser sincera. Acho que os três eram iguais, fui dar uma espiada, mas as duas portas estavam fechadas. Resolvi guardar as minhas coisas, arrumei tudo em menos de 30 minutos, que milagre! Logo depois de terminar, me joguei na cama e fiquei vendo meu twitter, algumas pessoas aparentemente já sabem que nós viemos pra cá, e também sabem que eu e Nathan temos algo. Só que bem, nós não temos. E essas “pessoas”, aparantemente são as famosas Prisoners. Enfim, estava vendo minhas mentions, a tl, e me surpreendendo com o tanto de followers que eu havia ganhado após me mudar pra Londres, que nem escutei a batida na porta, só percebi que havia alguém no meu quarto quando essa pessoa se joga na minha cama. Nathan.
– Oi. – Ele disse, sorrindo e se virando pra mim.
– Oi Nana. – Eu disse, sorrindo de volta.
– Nana? Parece aquela cadela de Peter Pan. – Ele disse, logo fazendo uma carinha de cachorro, ri alto depois disso. Mas logo o abracei.
– Fofo.
– É, eu sei que eu sou. Mas você esqueceu de lindo, maravilhoso, sexy, gostoso, querido, engraçado.. O que mais mesmo?
– Ele disse, fingindo estar contando nos dedos.
Só ri, coitado, se acha.
– Coitado né.
– De quem?
– Você ué.
– Por que?
– Meu filho, você tá se achando né? Mentir é feio, você é só fofo, que nem eu disse.
– Ah, sou só fofo é? – Ele disse, e eu afirmei com a cabeça. – Então deixa o fofo aqui se retirar do quarto. – Ele disse, já se levantando, mas o impedi, puxando-o pela manga do casaco, logo ele estava novamente ao meu lado.
– Não deixo não.
– Por que?
– Porque você é o meu fofo. – Disse, e ele finalmente tirou aquela cara de tacho, e sorriu pra mim. – Tá bom assim?
– Aham. – Ele disse, logo me dando vários selinhos.
E assim ficamos, deitados na cama, conversando sobre tudo, e nada ao mesmo tempo. Ele avacalhando comigo e eu fazendo o mesmo, mas logo depois nos “reconciliando” com beijinhos de desculpas. No fim, acabamos pegando no sono, e dormimos ali mesmo, abraçados, que nem um casal de apaixonados. Mas opa, não somos um casal de apaixonados.
Max's POV.
Já de tarde, depois de ter ajudado Jane com as malas e ter presenciado o quase-beijo dela e de Jay, resolvi dormir. Eram 15h quando eu peguei no sono, e acordei as 18h, por nenhuma razão. E infelizmente não consegui dormir novamente. Resolvi descer e comer alguma coisa, peguei uns bolinhos que haviam no balcão. É, nós não temos absolutamente quase nada saudável aqui, a não ser pelas saladas do Jay.
Me apoiei no balcão e fiquei olhando pro nada, depois de comer uns 3 bolinhos fui no pátio, verificar se a piscina estava limpa, pra finalmente me jogá-la na mesma. Fui direto em direção a ela, e ela estava, simplesmente me joguei lá. De roupa e tudo.
– MAX! – Ouço uma voz feminina me chamando, me viro e é Jane. Dou uma risada muito alta, pois acabei molhando a coitada.
– JANEZINHA! – E ri novamente, molhei a blusa dela e um pouco de seu cabelo. – Desculpa! Não te vi aí.
– É né careca, percebi. – Disse ela, se levantando e caminhando em direção a piscina.
– O que você tava fazendo aqui? Sozinha.. – Perguntei, me escorando na borda da piscina.
– Nada. Resolvi eu mesma fazer o tour pela casa. – Ela disse e logo sorriu. Agora ela estava sentada na borda da piscina, como estava de short, botou os pés dentro d’água.
– Ah, então como você já fez o tour, posso te levar pra conhecer alguns lugares legais de Londres, que tal?
– Beleza!
– Ah não. Vou deixar o Jay fazer isso. – Eu disse, e logo ri. Mas ela não achou graça e me tacou água na cara. – EI! – Disse, passando a mão nos olhos, e logo que os abri só vi a pequena rindo de mim.
– Você trate de parar com essas piadinhas. – Ela disse, batendo de leve com o dedo no meu nariz.
– Ai pequena, você sabe que é brincadeira. A vida é sua, se você quer ele, que fique com ele, se não quer, não fique. – Ela pareceu pensar um pouco sobre o que eu disse, mas logo voltou a falar.
– Aham. É, ai sei lá também. Vocês vivem falando disso e aquilo, aí eu acho que nada ta acontecendo, aí depois ele inventa de tentar me beijar, aí eu fico louca! Max, vou pirar. – Ela disse, eu ri. Ela ficou tão fofinha.
– Hm. Tá, não vou falar mais nada. – Eu disse, beijando meus dedos e tapando a minha boca com eles. Jane sorriu. – Quer entrar na piscina? – Perguntei, tentando mudar do assunto “Jay e Jane”.
– Ah, pode ser, só deixa eu pôr um biquíni então. – Ela disse, já se levantando.
– Ok, só me ajuda a levantar. – Disse, estendendo a minha mão. Jane a pegou, mas antes que ela me “tirasse” da piscina, a puxei pra dentro.
Fiquei rindo por no mínimo uns 5 minutos.
– MAX! Eu disse que ia por um biquíni! – Jane disse, “arrumando” o cabelo e me tacando água na cara.
– Sério que você ia? – Perguntei, e ela afirmou. – Ah, pensei que você tava mentindo e ia subir e não voltar mais..
– Idiota. Minha blusa preferida.. – Ela disse, olhando pra blusa, que estava embaixo d’água. Era realmente muito bonita. Era diferente. (Ela estava com essa roupa).
– Aw, desculpa pequena! – Disse, abraçando Jane, que riu e logo retribuiu o abraço.
– Tudo bem.
Ficamos em silêncio um pouco, nos escoramos na borda da piscina, mas logo Jane quebrou o silêncio.
– Careca.
– Oi?
– E você? Você vive falando de mim e do Jay, mas e a sua vida amorosa, como anda? – Ela perguntou, e logo sorriu. Fiquei em silêncio. Só de lembrar de Michelle, argh. Nosso namoro, foi, como posso dizer, horrível. No começo nós realmente nos amávamos, eu amava Michelle como amei ninguém antes. Mas aos poucos ela foi ficando metida, e se gabando por estar namorando comigo, por eu ter uma banda e etc.. E além disso, ela era grossa com os outros meninos, e com as namoradas deles. Aí chegou uma hora que eu cheguei ao meu limite, e terminei com ela. Não foi nenhum show, em público, nem gritei com a mesma, apenas conversei com ela, falei realmente tudo o que eu achava que ela havia se tornado e disse que teríamos que terminar. Tentei ao máximo não irritá-la por estar terminando com ela, mas foi em vão. Ela se irritou, realmente. E começou a me xingar em todos os lugares possíveis, falando que eu fui o pior namorado do mundo e coisas do tipo. Depois de quase um mês mandando contínuas mensagens por twitter ou qualquer outra rede social possível, ela resolveu parar. Dei graças a Deus. Mas ela não havia realmente parado, ela começou a me mandar mensagens por celular. Uma a cada semana, mas agora Michelle não estava com raiva, e sim desejo de me ter de volta. As mensagens normalmente eram assim: “Max meu amor, você pode ter terminado comigo, mas eu nunca irei lhe esquecer, e nunca irei desistir do nosso amor. Lembre-se disso. Te amo xx”. Não respondia, obviamente. Não respondo, na real, pois até hoje ela ainda me manda algumas mensagens do nada. Do mesmo tipo, mas ainda manda.
Contei toda a história pra Jane, e a mesma ficou paralisada.
– Mas que vaca. – Ela disse, e logo tapou a boca. O que me fez rir. – Desculpa, não quis ofender, mas meu Deus ein.
– Que nada ela realmente era uma vaca.
Jane ficou em silêncio por uns minutos, e logo continuou.
– Então é por isso que você nunca fala dos seus relacionamentos pra ninguém?
– Hm, mais ou menos isso. – Admiti.
– Sinto lhe informar, mas pode esquecer, eu irei saber de tudo que se passa nesse coraçãozinho do meu careca. – Ela disse, apontando para meu peito, sorri de leve. Jane era uma amiga e tanto.
– HA HA. Tudo bem. Mas antes que você pergunte, não estou afim de ninguém agora. – Já avisei.
– Sério mesmo? Tipo, mesmo mesmo? Não quer que eu lhe apresente a Emma?
– Hm. Como ela é?
– HÁ! Ficou interessado ein! – Ela disse, batendo palmas e rindo, ri da cena e logo a parei, segurando seus braços.
– Para ok. Senão vou voltar a falar de você e Jay.
– Af, chato. Ok eu paro então.
E assim ficamos, conversando, botando papo fora. Jane era realmente uma boa companhia. Sentia que poderia contar qualquer coisa que eu quisesse, que ela não iria me xingar, e sim achar um jeito de me ajudar, ou apoiar. Sei que parece bem gay, mas é verdade.

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